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Amai, donzelas, e se possível, dai-vos.
Nada se leva desta vida muito breve.
Direi como os antigos: coroai-vos
De flores, e que a dor o tempo leve.
Chegamos náufragas no mundo,
Donzelas encantadas qual Miranda*
Diante das mesuras e ciranda
Dos mancebos que sempre vão ao fundo*.
Perdemos a inocência lentamente,
Eis o nosso encanto e candura,
E tudo foi criado docemente
Por um Deus que ama tanto a criatura
Que a concebeu assim, urna selada,
Mais preciosa depois de violada.
03/01/2007
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