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Corramos, meu irmão, depressa, vamos!
Pois temos muito chão nesta campina,
Se pro almoço atrasados, só, chegamos,
Haverá solo de relho e em surdina.
A Açoriana, maestrina, nos espera
Com a batuta na mão, e de marmelo.
Nos “fortíssimos” é onde ela se esmera,
Dos quais tenho um medo que me pelo.
Mas, bah! meu Rodo, valeu tanto
Ter estado contigo em camerata,
Nossos arpejos, sem pejos, na cascata...
Ai! Minha pele canta como os lábios
Lembrando teus abraços e o encanto
Dos teus “pianíssimos” tão sábios!
03/09/2006
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