Passou a vida meu monge meditando
E para o próximo não mexeu um dedo,
Que aliás era outro monge só orando,
E mais outro... acordando todos cedo.
Mas estou só os descrevendo, quem sou eu
Para julgar um monge e seu destino?
E esta Alma nunca se comprometeu
A passar na vida alheia o pente fino
Que, aliás, até hoje está de molho...
Me lembro dele minha mãe passando
Pois cheguei da escolinha com piolho.
Mas onde estava eu? Ah! o tal monge...
Então humilde diante dele fui chegando:
"Pra ter convosco, ó Mestre, vim de longe..."
.
19/02/2018
Este espaço é reservado à parcela da produção de sonetos da grande poetisa gaúcha ALMA WELT (1972-2007) que contém nítida conotação humorística, embora o humor sutil perpasse de um modo geral toda a sua obra.
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
sábado, 17 de fevereiro de 2018
Divagações da Alma (de Alma Welt)
Saber fonte e sentido do universo
Não foram mais pra mim tão necessários
Após ter lido um bom primeiro verso,
Visto um bom quadro, ouvido Stradivarius...
Não me venham dizer: "Isto é pernóstico",
Ou que sou uma verdadeira esnobe
(o que seria um falso diagnóstico),
Que só da alta cultura faço lobby...
Sim, porque me deixa humilde a Arte
E quero ser também sua servidora,
De seus fiéis modestos fazer parte.
Modestos? (eu mesma me pergunto)
Querer criar é veleidade tentadora,
Se Deus me pega até mudo de assunto...
.
17/02/2018
Não foram mais pra mim tão necessários
Após ter lido um bom primeiro verso,
Visto um bom quadro, ouvido Stradivarius...
Não me venham dizer: "Isto é pernóstico",
Ou que sou uma verdadeira esnobe
(o que seria um falso diagnóstico),
Que só da alta cultura faço lobby...
Sim, porque me deixa humilde a Arte
E quero ser também sua servidora,
De seus fiéis modestos fazer parte.
Modestos? (eu mesma me pergunto)
Querer criar é veleidade tentadora,
Se Deus me pega até mudo de assunto...
.
17/02/2018
Assinar:
Postagens (Atom)