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Estou correndo o risco de viver
A vida de soneto em soneto
Pois somente neles posso ver
A mim e meus fantasmas, como um gueto.
Tenho em volta a mim tanta beleza,
Este pampa, a pradaria, os animais,
E já não consigo ter certeza
Se são apenas versos ou reais.
Está faltando o senso do palpável,
Ou da tênue fronteira do real,
E temo já nem parecer saudável
Pois sinto que me olham já de esguelha,
E faço com o Rôdo uma parelha
De irmãos siameses do Nepal...*
19/01/2007
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