quinta-feira, 11 de junho de 2009

Debaixo da macieira (de Alma Welt)

(135)

Debaixo da minha macieira,
Por sagrada que é, fui desnudada.
Pela primeira vez a gurizada
Podia ver a guria nua inteira.

Então um guri, quase um piá,
Apontou-me o dedo ao baixo-ventre
(esse guri até ontem vi por cá ):
"É isto que tu vai dar pra gente?"

"É tão pequena, um risquinho, sem pipi!
Bah! Não vale a pena, dou desconto,
Mas te quero ver fazer xixi."

E foi então que em leve desaponto
Sem agachar-me urinei-me pela perna
Para uma platéia atenta e... terna.

17/01/2007

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