Este espaço é reservado à parcela da produção de sonetos da grande poetisa gaúcha ALMA WELT (1972-2007) que contém nítida conotação humorística, embora o humor sutil perpasse de um modo geral toda a sua obra.
domingo, 22 de julho de 2012
De morte, velhice e dinossauros (de Alma Welt)
De morte, velhice e dinossauros (de Alma Welt)
Quase tudo tem razão de ser na vida,
Mesmo o sofrimento e injustiça
Que servem talvez para a subida
E valem bem mais do que uma missa.
Mas a morte? Não estou tão convencida
Do acerto da decisão de Deus...
E pior se a gente fica envelhecida,
Coisa que é um erro sob os céus.
Velhice, decadência e mais doença.
Coisas errôneas, feias, negativas,
Com as quais embasamos nossa crença.
Mas perdoai-me, Senhor, meu desabafo
Por não vos compreender as tentativas
Passando pelos dinos com seu bafo...
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