domingo, 22 de julho de 2012

A Culpa é do Camões (de Alma Welt)

Os versos têm me vindo em catadupa
E mal posso explicar esse fenômeno
Mas devo sugerir num prolegômeno
Que Camões e o amor levem a culpa.

Alma minha, muito além da Taprobana,
Não a dele mas a minha desde logo
Pra desespero da mãe, a Açoriana
A quem tardiamente o perdão rogo,

Se mesmo versejar é meu destino
Mormente nas fatais quatorze linhas
De manhã, de noite e ao sol a pino

Não me desculparei pela avalanche,
Mesmo se entre ervinhas e no lanche,
Por sonetos que no peito escrito tinhas...
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário