Os versos têm me vindo em catadupa
E mal posso explicar esse fenômeno
Mas devo sugerir num prolegômeno
Que Camões e o amor levem a culpa.
Alma minha, muito além da Taprobana,
Não a dele mas a minha desde logo
Pra desespero da mãe, a Açoriana
A quem tardiamente o perdão rogo,
Se mesmo versejar é meu destino
Mormente nas fatais quatorze linhas
De manhã, de noite e ao sol a pino
Não me desculparei pela avalanche,
Mesmo se entre ervinhas e no lanche,
Por sonetos que no peito escrito tinhas...
Nenhum comentário:
Postar um comentário