Este espaço é reservado à parcela da produção de sonetos da grande poetisa gaúcha ALMA WELT (1972-2007) que contém nítida conotação humorística, embora o humor sutil perpasse de um modo geral toda a sua obra.
domingo, 9 de setembro de 2012
Soneto de "Alta Ajuda" (de Alma Welt)
Ir de peito aberto qual Raimundo
É perigoso pois o mundo não é bom
É vasto, só que devastado e imundo,
E topas c’uma pedra qual Drummond.
Mas se mais vastos tens alma e coração
Irás malgrado meus bons ou maus conselhos
Aos confins do antigo reino do Butão
Lá mesmo onde nascem os espelhos.
O que não esperavas no pacote
É que passarás pela Pasárgada
De onde o Manuel virou mascote
Pois a rima é a única solução,
Que tudo faz sentido na largada
Mas no final só há mesmo o pó do chão...
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