sexta-feira, 11 de maio de 2012

A Vampira (de Alma Welt)


Sendo assim tão branquela e sem sardas
Muito embora ruiva e não albina
Quisera eu ter a compleição das pardas
Quando exposta ao sol desta colina

A pedir ao meu querido Santo Antônio
Não como as outras todas um marido,
Mas acima, a camada tal, de ozônio
Mesmo qu’ele  estranhe o meu pedido.

Isto ocorre depois que dei-me conta
De que o povo teme minha alvura
Que toma como verdadeira afronta

E já haja quem me tome por vampira
Pois em muitas longas noites de loucura
Nua saio à lua e o gáltcho pira...

Nenhum comentário:

Postar um comentário