O meu amor me pasta como relva
E bebe meus suores de deserto;
Minha carne é seu prado e rala selva
E nossos últimos tigres andam perto.
Às vezes me enternece seu egoismo
E me faz debulhar lágrimas de milho
Como ao reler meu velho catecismo,
Ou então sentir pruridos no gatilho...
Estou a esconder uma arma branca
Debaixo de meu branco travesseiro
Enquanto ele afaga a minha anca...
Penso em fazê-lo assinar um atestado
(mas jamais poria marca no meu gado)
De amor puro, fiel e verdadeiro...
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29/10/2016
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