Ainda construímos nossa torre,
Na babel de nossos sonhos incompletos;
Passamos dos limites como um porre
Acreditando ainda sermos prediletos.
Mais mimados pelo Pai que castigados,
Nós iremos até onde Ele deixar;
Filhos tão turbulentos, desleixados,
Que até emporcalhamos céu e mar.
Naturalmente isso não vai acabar bem,
Temos tudo pra dar c’os burros n’água,
E depois rimar com a velha mágoa...
Esperando a herança e não um pito,
Ostentando humildade quem não tem,
Vestiremos nova pele de cabrito...
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