sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O dia a dia da Poesia (de Alma Welt)

Que poeta eu seria se tivesse
Que esperar a bendita inspiração,
Torcendo pra que logo ela viesse
Para decolar do rés do chão?

Ou bater na porta da minha Musa
Por colher de açúcar ou por um ovo,
Como a vizinha, a tal, meio confusa
Que é uma expressão do nosso povo?

Jamais cozinho eu meu belo almoço
Com bons ingredientes emprestados,
Nem pra tentar trazer aquele moço

Que mora bem no fim do corredor,
E que nos põem assim alvoroçados
Se cruzamos corações no elevador...

Nenhum comentário:

Postar um comentário