quinta-feira, 16 de abril de 2015

O Medo da Alma (de Alma Welt)

                          Foto: a famosa e inesgotável Arca de inéditos da Alma

O Medo da Alma (de Alma Welt)

Devo aqui confessar meu maior medo
Que já me faz acordar sobressaltada,
Que é que tudo seja só engano ledo
E a minha Arca afunde, naufragada.

Qual fantasma não me sou senão sonetos,
Que nesses versos foi que me edifiquei
E só existo em tantas quadras e tercetos
Conquanto muita prosa acrescentei.

Se a arca com os versos-bicharada
Não flutuar no meu próprio dilúvio
Terei eu vivido em vão por quase nada...

E o Guilherme me perdoe, pobre irmão,
Este espectro com seu cabelo ruivo
Que já até de rima pobre lança mão...

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