sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Fechando as contas (de Alma Welt)




Fechando as contas (de Alma Welt)

Já estou nas extensivas ou no lucro,
Como se diz no vulgo e claramente,
Mas não me refiro ao povo xucro,
Ao balanço da poesia, simplesmente.

Passei a régua, fechei as minhas contas
E só deixei pra lá alguns trocados:
Um ou outro verso meio às tontas
E outros, afinal, de pés quebrados.

E agora contemplo o meu legado
De uma vida dedicada ao bom soneto,
Que teria aos dois Bardos orgulhado.*

E que o corvo cante e o rato ruja
Mais Petrarca, Dante, e num dueto
O Tom e o Vinícius, de lambuja...
 
 
 

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