sábado, 28 de abril de 2012

O Rapto (de Alma Welt)














O Rapto- gravura em metal (ponta-seca) 1968, de Guilherme de Faria



O Rapto (de Alma Welt)
Havia um vizinho estancieiro
Que tinha uma filha no cabresto
Até o dia que o seu gordo caseiro

Viu na prenda algo fora de contexto,

E a sombra da luxúria se mostrou

Muito mais convincente que o arreio
Que a moça carregava e se livrou

Tirando dos dentinhos o seu freio
E no dia do casório dessa prenda
Com escolhido do pai autoritário
A noiva não entregou a encomenda:

Lá se foi grinalda e cauda ao vento
Na garupa de um alazão sem páreo
No lance mais gordo de um momento...

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