Quando criança, tendo lido Rapunzel
Quis deixar meu cabelo longo assim
Para encarnar-me totalmente no papel,
Que me achava numa torre de marfim
Apesar de aí correr pela coxilha,
Desfrutar de meu irmão neste pomar
E tudo o que uma prenda, como filha,
Jamais assim fez antes... nem pensar!
Mas quando minha ruiva cabeleira
Se achava já aqui pela cintura
Minha mãe se irritou sobremaneira
E quando eu lançava um longo cacho
Pra que subisse minha bela criatura,
Deu-se o corte: “Vais sossegar o facho!”
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