quarta-feira, 27 de maio de 2015

Alma Bufa (de Alma Welt)


Não mais consigo me sentir sem escrever
Sonetos sem parar, como uma louca.
Já imagino que querem me abater
A tiros... e não durmo mais de touca.

Mas se penso no mundo sem o verso
Eu o vejo prosaico em demasia
Como se lhe faltasse um universo
Ou a vida fosse falsa e vazia.

Não importa, "cada um desce do bonde
Como lhe apetece", disse o luso
Batendo o pó da roupa como um conde...

Ainda me resta a alternativa
De ajustar o horário do meu fuso
Para estar com vocês ainda mais viva.