sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Diário de Bordo (de Alma Welt)

À doutora Jensen

Por ter sido flagrada em brincadeira
Com meu irmãozinho, e apanhar,
Ficou me faltando a saideira
Que eu iria então na vida procurar...

Não há o que me possa saciar
Quando se trata de amor e de carinhos
Nas zonas que quiseram me castrar
Que não passam de dois pobres buraquinhos.

Até hoje ainda quero me mostrar
Como a guria que levantou a saia
Sob a grande macieira do pomar.

Perdoe-me, Doutora, se discordo,
E contigo a fantasia ora recaia
E lance no diário meu, de bordo.

21/12/2005