Para escrever o meu soneto
Não faço algum preparo ou ritual,
Que esses só faço se prometo
Aos deuses um estado mais geral.
De espírito elevado já me vejo
Invocando a grande Musa antiga
Que odeia o atacado e o varejo
E só trata de soneto e de cantiga.
Nunca pois do comércio aquele deus
Que dos bandidos também é padroeiro,
Mercúrio que foi “boy” do próprio Zeus
E hoje chama o ouro no cascalho
Envenena o rio e o ribeiro
E agora é o deus do rebotalho...
(sem data)
Este espaço é reservado à parcela da produção de sonetos da grande poetisa gaúcha ALMA WELT (1972-2007) que contém nítida conotação humorística, embora o humor sutil perpasse de um modo geral toda a sua obra.
domingo, 15 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
O sentido da Vida II (de Alma Welt)
Vivi a vida a pensar a própria vida,
Não que eu seja assim uma filósofa,
Só que escrever versos foi minha lida
E garanto não o fiz no meu sofá
Mas andando por aí junto do povo
E vendo como ele se comporta
Ante o dilema do tal primeiro o ovo
Ou galinha que a nós já não importa...
E ao pular um valo ao colher flores
Na coxilha onde brota a minha casa
Fiz versos com os meus próprios odores
E estou prestes a saber o que é a vida
Sem jamais perguntar se ela extravasa
Para o lado de lá... de tão metida.
(sem data)
Não que eu seja assim uma filósofa,
Só que escrever versos foi minha lida
E garanto não o fiz no meu sofá
Mas andando por aí junto do povo
E vendo como ele se comporta
Ante o dilema do tal primeiro o ovo
Ou galinha que a nós já não importa...
E ao pular um valo ao colher flores
Na coxilha onde brota a minha casa
Fiz versos com os meus próprios odores
E estou prestes a saber o que é a vida
Sem jamais perguntar se ela extravasa
Para o lado de lá... de tão metida.
(sem data)
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